MULHERES DE FARDA: REALIDADE OCULTA

Aconteceu em setembro de 2017 em Dourados-MS uma palestra com o seguinte Tema: “ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NAS INSTITUIÇÕES MILITARES”, realizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do sul com iniciativa da 13º Promotoria de Justiça da comarca de Dourados e em parceria com 2º Grupamento de Bombeiros Militar.

O objetivo do evento foi o de dar visibilidade ao tema “Assédio moral e sexual em instituições militares”, agregando informações e experiências relacionadas, através da campanha promovida pela 13º Promotoria de Justiça e justificada pela constante busca pela diminuição da violência de gênero e o aprofundamento da proteção e garantia do direito das mulheres.

O evento contou com a presença de militares do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e do Departamento de Operações de Fronteira e ao final do evento foi aplicado um questionário tratando do assunto relacionado ao tema, com objetivo de um estudo técnico a respeito da percepção do público sobre a temática e a real realidade das mulheres nessas instituições.

No mesmo ano aconteceu na cidade de Campo grande outro evento com a mesma finalidade e desta vez o alvo do Estudo foram apenas as Bombeiras Militares, e os resultados foram alarmantes, 94% das entrevistadas responderam que já sofreram algum tipo de violência e/ou assedio dentro da instituição ao qual pertencem apesar de saberem quais medidas tomar (80%) administrativas e/ou judiciais, o estudo mostrou que 92% das mulheres que já sofreram algum tipo de violência dentro do local de trabalho, não tem coragem de denunciar, porque sabem da impunidade do agressor, medo de se expor, medo da retaliação dos companheiros de serviço, entre outros fatores.

O questionário foi respondido por 45% do efetivo feminino do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso do Sul e mediante a estes números alarmantes, fica claro e comprovada a necessidade da adoção de medidas eficientes no enfrentamento a violência de gênero nas Instituições de Segurança Pública do Estado, como criação de um canal seguro para denuncias, delegacias especializadas, entres outros.